segunda-feira, 26 de abril de 2010

O 25 de Abril é em Odemira






Desde o 25 de Abril de 1974 que esta data é comemorada um pouco por todo o país.



Mas em Odemira passou mesmo a ser a festa principal da vila. Dois meses antes começam os preparativos.




Branqueiam-se as paredes... arranjam-se os jardins... colocam-se milhares de luzes e bandeiras coloridas...contratam-se as bandas do momento... de forma a que neste dia tudo fique perfeito.



Por um acaso do destino, o meu filho nasceu precisamente no dia 25 de Abril.



Lembro-me que nesse ano eu estava preperada para assistir ao concerto dos Delfins. Pois... já não deu...



Nesse preciso dia estava no hospital de Beja a receber o grande amor da minha vida - o meu filho.



Toda esta introdução, para vos contar que, durante alguns anos da sua infância, o rapaz pensava que toda esta festa era feita para comemorar os anos dele.



Quando percebia as primeiras bandeiras...Quando acendiam as primeiras luzes coloridas, dizia ele:



"Mãe, já estão a preperar a festa dos meus anos"





quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nevou em Castro Verde















Balbina, Manuela, Belita e Ana Maria.

Nevou em Castro Verde. Não sei precisar o ano, mas pelas imagens... foi há muito tempo...

Vestidas de acordo com a paisagem, nunca antes por nós vista, lá na terra, fomos para a rua. E fazer o quê?... Tirar fotografias...

Pelos vistos a "Fotomania" já vem de trás!


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Terá ela morrido??




Tenho um episódio na minha infância que recordo.

Da infância temos recordações….

Muitas, não necessariamente significativas ou até importantes, mas que foram ficando na nossa memória ….. sem obedecer a nenhum critério de selecção. Como esta.

Mas questiono-me muitas vezes sobre este pequeno episódio…. Acho até, que hoje, qualquer criança não teria reagido como eu.

Uma criança de 6 ou 7 anos, tem hoje uma perspicácia que me deixa quase sempre surpreendida. Considero que éramos mais inocentes, ou menos inteligentes, sei lá…..

Na sala de aula e na ausência da professora, eu e a minha amiga Bebiana zangamo-nos houve uma guerreia, em que aparentemente devo ter-lhe batido mais que ela a mim.

(devo acrescentar que na sala de aula, uma classe só de meninas, uma cena destas foi única. Até porque éramos muito amigas)

A Bebiana, depois de as apanhar foi a chorar esconder-se debaixo da secretária da professora. E, soluçando gritou, “vão dizer á professora que eu morri”, frase bem dramática, sem dúvida, mas que me apanhou completamente desprevenida.

Fiquei desorientada, e quis ir confirmar o estado da minha amiga, antes da professora.

Curiosamente, fui espreitar debaixo da secretária e fiquei bem aliviada.

Afinal, ela não tinha morrido!

Cada vez mais confusa








Continuação da história anterior:



Fiz mais uns quilómetros...


E encontro outro sinal de trânsito também para mim desconhecido.


Nas pastagens que ladeavam a estrada vejo vacas, e o sinal que se apresentava era o que mostra a imagem, que para mim seria (por intuição): "Cuidado, travessia de focas".


Cada vez mais confusa...


terça-feira, 13 de abril de 2010

Sinal de trânsito















Depois de conhecer as belas praias do concelho de Aljezur, aventurei-me para o interior, onde descobri maravilhosos vales que têm como fundo a serra de Monchique.



Numa dessas minhas viagens, num local conhecido por "Cerca dos pomares", cujos habitantes são na sua maioria alemães, encontrei este sinal de trânsito.



Eu bem sei que tirei a carta já há uns anitos, também já foi referido neste blog a minha habilidade como condutora. Conheço meia dúzia de sinais e outras tantas regras na arte da condução, o resto vai por intuição.



Mas este sinal não me lembro de o ter visto alguma vez.



Alguém me sabe dizer o que fazer quando nos deparamos com ele?



Eu... parei o carro e tirei fotografias!

domingo, 11 de abril de 2010

Viagem de avião









Um jantar de amigos, acima de tudo tem muito conversa. Fazem-se confidências e inconfidências. Contam-se histórias, anedotas e dividem-se momentos felizes.

Por vezes as histórias que se contam não aconteceram propriamente na semana passada. Como esta, que um amigo resolveu partilhar. São histórias que não se esquecem e são intemporais.

O filho tinha catorze anos e fazia a sua primeira viagem de avião. Para Londres e sem os pais.
O pai preocupado resolve pedir ao comandante que indique uma hospedeira para acompanhar o filho durante a viagem e à chegada a Londres o entregue à professora que o esperava no aeroporto.

Mais confiante, o pai foi ter com a esposa e juntos, acompanhados do filho, dirigem-se junto do comandante a quem iriam entregar o filho para seguir viagem.
O comandante, olha para o rapaz e ainda incrédulo, remata. Este é que é o menino que precisa de seguir viagem acompanhado? Se eu o entrego aos cuidados de uma das hospedeiras, não o vão ver por uma semana.

O rapaz de catorze anos era um Hércules. Maior que o pai e que o comandante, bem constituído e cuja idade só o passaporte poderia sustentar.

É mais que verdade que para os pais os filhos não crescem.



E o oscar para melhor realizador vai para...


"Manuela a esquiar"


"Manuela a esquiar - Parte dois"


... o meu marido.



Palavras para quê? ... É um artista.



PS: Coloquei aqui os filmes mais pequenos, para não entediar os seguidores com horas de imagens do chão e de pés de... sabe-se lá de quem.


Será o próximo Manoel de Oliveira? Vai no bom caminho.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

Hábitos ou manias?






Quem não adora viajar?

Para nós mulheres fazer a mala para uma viagem, é o pesadelo da viagem. Ainda bem que é o único.
Sim, é mesmo a pior parte.

Então quando vamos a um País pela primeira vez e vamos encontrar um clima e condições a que não estamos habituadas, o que quer dizer preparadas, o pesadelo aumenta!

Nesta viagem, preparar o guarda roupa foi trabalho árduo.

Frio, neve, chuva……. Só obstáculos, para quem quer sair pela manhã e estar bem todo o dia.

A mala de viagem parecia levar roupa para um mês e não para uma semana. Mas as incertezas? Casacos, gabardines, boinas, chapéus, gorras, cachecóis, …. Para não falar nas calças e camisolas quentes…….

Nesta viagem à Holanda ficamos em 3 hotéis diferentes, em três cidades. No último hotel, depois de horas a preparar a saída, descemos à sala do pequeno almoço. Escusado será dizer que íamos de casacos de peles, chapéus, boinas e bonitas e quentes echarpes.

Ao entrar na sala sentimo-nos imediatamente deslocadas…….. sabem como é……. do tipo, ir a uma festa vestidas como se fossemos para um passeio à beira mar…. Parecido.

Metade das pessoas na sala de refeições encontrava-se em pijama,,,,sim, de pijama….. quem é que já viu algo parecido ou esperaria isso?

Entramos e não conseguimos disfarçar o espanto, parecia que estavam em casa e tinham descido á sala de jantar para comer qualquer coisita, pois …… a noite de Amesterdão terminou tarde, vieram tomar o pequeno-almoço de pijama pata regressarem à caminha.

Não fomos fazer questionário, esta foi a nossa conclusão!

Escusado será dizer que a alguns deles teremos provocado o mesmo efeito, digo eu…. Aos que estavam em condições de nos prestaram atenção.

Não fosse essa a primeira e única noite que ali passávamos, e teríamos copiado, mas, ficamos com pena de não o fazer…………. Acordar no dia seguinte e descer de pijama e robe á sala de refeições do Hotel.

Ainda falam da hospitalidade dos Portugueses? Em Amesterdão, naquele hotel, as pessoas sentem-se mesmo em casa.