quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cada vez mais confusa








Continuação da história anterior:



Fiz mais uns quilómetros...


E encontro outro sinal de trânsito também para mim desconhecido.


Nas pastagens que ladeavam a estrada vejo vacas, e o sinal que se apresentava era o que mostra a imagem, que para mim seria (por intuição): "Cuidado, travessia de focas".


Cada vez mais confusa...


terça-feira, 13 de abril de 2010

Sinal de trânsito















Depois de conhecer as belas praias do concelho de Aljezur, aventurei-me para o interior, onde descobri maravilhosos vales que têm como fundo a serra de Monchique.



Numa dessas minhas viagens, num local conhecido por "Cerca dos pomares", cujos habitantes são na sua maioria alemães, encontrei este sinal de trânsito.



Eu bem sei que tirei a carta já há uns anitos, também já foi referido neste blog a minha habilidade como condutora. Conheço meia dúzia de sinais e outras tantas regras na arte da condução, o resto vai por intuição.



Mas este sinal não me lembro de o ter visto alguma vez.



Alguém me sabe dizer o que fazer quando nos deparamos com ele?



Eu... parei o carro e tirei fotografias!

domingo, 11 de abril de 2010

Viagem de avião









Um jantar de amigos, acima de tudo tem muito conversa. Fazem-se confidências e inconfidências. Contam-se histórias, anedotas e dividem-se momentos felizes.

Por vezes as histórias que se contam não aconteceram propriamente na semana passada. Como esta, que um amigo resolveu partilhar. São histórias que não se esquecem e são intemporais.

O filho tinha catorze anos e fazia a sua primeira viagem de avião. Para Londres e sem os pais.
O pai preocupado resolve pedir ao comandante que indique uma hospedeira para acompanhar o filho durante a viagem e à chegada a Londres o entregue à professora que o esperava no aeroporto.

Mais confiante, o pai foi ter com a esposa e juntos, acompanhados do filho, dirigem-se junto do comandante a quem iriam entregar o filho para seguir viagem.
O comandante, olha para o rapaz e ainda incrédulo, remata. Este é que é o menino que precisa de seguir viagem acompanhado? Se eu o entrego aos cuidados de uma das hospedeiras, não o vão ver por uma semana.

O rapaz de catorze anos era um Hércules. Maior que o pai e que o comandante, bem constituído e cuja idade só o passaporte poderia sustentar.

É mais que verdade que para os pais os filhos não crescem.



E o oscar para melhor realizador vai para...


"Manuela a esquiar"


"Manuela a esquiar - Parte dois"


... o meu marido.



Palavras para quê? ... É um artista.



PS: Coloquei aqui os filmes mais pequenos, para não entediar os seguidores com horas de imagens do chão e de pés de... sabe-se lá de quem.


Será o próximo Manoel de Oliveira? Vai no bom caminho.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

Hábitos ou manias?






Quem não adora viajar?

Para nós mulheres fazer a mala para uma viagem, é o pesadelo da viagem. Ainda bem que é o único.
Sim, é mesmo a pior parte.

Então quando vamos a um País pela primeira vez e vamos encontrar um clima e condições a que não estamos habituadas, o que quer dizer preparadas, o pesadelo aumenta!

Nesta viagem, preparar o guarda roupa foi trabalho árduo.

Frio, neve, chuva……. Só obstáculos, para quem quer sair pela manhã e estar bem todo o dia.

A mala de viagem parecia levar roupa para um mês e não para uma semana. Mas as incertezas? Casacos, gabardines, boinas, chapéus, gorras, cachecóis, …. Para não falar nas calças e camisolas quentes…….

Nesta viagem à Holanda ficamos em 3 hotéis diferentes, em três cidades. No último hotel, depois de horas a preparar a saída, descemos à sala do pequeno almoço. Escusado será dizer que íamos de casacos de peles, chapéus, boinas e bonitas e quentes echarpes.

Ao entrar na sala sentimo-nos imediatamente deslocadas…….. sabem como é……. do tipo, ir a uma festa vestidas como se fossemos para um passeio à beira mar…. Parecido.

Metade das pessoas na sala de refeições encontrava-se em pijama,,,,sim, de pijama….. quem é que já viu algo parecido ou esperaria isso?

Entramos e não conseguimos disfarçar o espanto, parecia que estavam em casa e tinham descido á sala de jantar para comer qualquer coisita, pois …… a noite de Amesterdão terminou tarde, vieram tomar o pequeno-almoço de pijama pata regressarem à caminha.

Não fomos fazer questionário, esta foi a nossa conclusão!

Escusado será dizer que a alguns deles teremos provocado o mesmo efeito, digo eu…. Aos que estavam em condições de nos prestaram atenção.

Não fosse essa a primeira e única noite que ali passávamos, e teríamos copiado, mas, ficamos com pena de não o fazer…………. Acordar no dia seguinte e descer de pijama e robe á sala de refeições do Hotel.

Ainda falam da hospitalidade dos Portugueses? Em Amesterdão, naquele hotel, as pessoas sentem-se mesmo em casa.

sábado, 27 de março de 2010

Negócio feito









Casa á venda. Sociedade de investidores interessada.

O Samuel, homem de negócios. Herança familiar e africana. Pedro, gestor, não deita dinheiro á rua, avalia criteriosamente.

O Samuel lança a ideia de negócio. O Pedro pondera a sua viabilidade.

A propriedade em venda começou a ser observada faz tempo. Um negócio não se faz precipitadamente. Fui convidada a visitar a oportunidade de negócio.

Informações foram trocadas entre os sócios. O entusiasmo cresceu de divisão para divisão. E eu, no final da visita percebi que não sei mesmo avaliar propriedades. Não consegui acompanhar a avaliação que ia sendo feita. Ainda agora não percebo porque não vi, a razão de tamanho entusiasmo.

Assisti a uma análise cuidada de um dos sócios. Cada divisão, ou pormenor aumentava a probabilidade de investimento.

“ …… De carpintaria pequenos são os arranjos. O telhado não metia água. A lareira aparentava bom estado e grelhas á disposição. A casa de banho uma pintura será suficiente. No quintal é só arrancar os urtigões. O número de divisões é suficiente e a pintura apenas precisa de um retoque. A instalação eléctrica, apesar de antiga, parece estar em bom estado. Será preciso colocar algumas vidraças e uma limpeza geral.”

É o que se chama, negócio de ocasião. Ou não fossem eles os melhores negociantes que conheço. Cada dia têm um em vista. Ainda bem que concretizaram este.

Samuel e Pedro , desejo-vos muita sorte. A sério. Acho que bem precisam.


quarta-feira, 24 de março de 2010

Corte de Cabelo



Fui ao cabeleireiro. Para mim é mais uma obrigação do que um prazer. O tempo gasto é de me tirar a boa disposição. Daí que o faça só quando é mesmo necessário.

Vou pintar o cabelo e muito, mas muito raramente cortar.

Acho que é um defeito profissional, mas as cabeleireiras adoram cortar cabelos. Todas, todas mesmo. Se pedimos as pontas cortam 10 cm. Se queremos mudar de corte, muitas vezes é o corte que muda as nossas vidas.

Uma vez, tinha o cabelo pelas costas e quis fazer um corte novo. Pelo sim pelo não, mostrei no catálogo e fiz todas as advertências que considerei prudentes. Escusado será dizer que saí de lá, de cabelo pelos ombros e uma raiva contida.

Se quiserem confirmar o que digo, entrem num cabeleireiro e reparem quantas usam cabelo comprido (extensões não vale). Cortam o delas e odeiam quem o usa comprido.

No ano passado, tomei coragem e fui cortar o cabelo. Chamo cortar a escadear um pouco.

Entusiasmada pega nas tesouras e divide o cabelo ao meio. Começou pelo lado direito.

Eu, que tenho por hábito passar o tempo com uma revista na mão. Dispensei-a. Deveria estar atenta, tal a delicadeza do momento.

Em várias manobras de pente e tesoura, cortou. A execução foi de tal maneira rápida que alarmada entrei em choque. Tinha de tomar uma decisão. E tomei.

Mandei-a parar imediatamente e de forma brusca, diga-se.
Pare! Mas o que me fez ao cabelo?
Mas a senhora não vê? falta o outro lado.

Como se eu fosse admitir que me fizesse o mesmo ao resto do cabelo.

Durante algum tempo exibi um corte de cabelo algo estranho. Mas hoje temos essa sorte, usa-se tudo e cada um reserva-se o direito de ter gostos estravagantes e copiar cortes de cabelo que podem ser moda, sei lá….. no Butão.